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Está em: OEI - Cumbres y Conferências Iberoamericanas - Reunião Ibero-Americana de Chefes de Estado e de Governo |
II Reunião Ibero-Americana de Chefes de Estado e de GovernoDeclaração de Madrid(Madrid, Espanha, 24 de Julho de 1992)
A Segunda Cimeira Ibero-americana de Chefes de Estado e de Governo, celebrada em Madrid nos dias vinte e três e vinte e quatro de Julho de mil novecentos e noventa e dois, adoptou as seguintes conclusões: 1. Reunimo-nos pela primeira vez há um ano
em Guadalajara, decididos a projectar a força da nossa comunidade
para o futuro. Guiava-nos a intenção de aproveitarmos as
afinidades que nos unem em toda a sua plenitude, para consolidarnos um
espaço aberto à cooperação e à solidariedade.
2. Reunimo-nos quinhentos anos após o Encontro
de dois mundos, ao longo dos quais se forjaram os vínculos que
permitem que nos reconheçamos hoje como membros de uma comunidade.
Foi este uma ocasião significativa, na qual quisemos deixar o testemunho
de que a nossa reflexão e o nosso trabalho em comum podem dar frutos
que se multipliquem no futuro. 3. O diálogo e a negociação entre
todos os poderes e a colaboração de todos os sectores sociais,
sem interferências externas, são a melhor forma de fortalecer
os sistemas democráticos e evitar involuções que
conduzem ao autoritarismo. 4. Desde a nossa reunião em Guadalajara ocorreram
mudanças decisivas num panorama político submetido a uma
súbita aceleração histórica. O fim da bipolaridade
abre novas possibilidades de concertação, ao acabar com
a lógica da Guerra Fria e alterar o sentido dos alinhamentos na
Comunidade Internacional. 5. Neste contexto, a Conferência Ibero-americana surge no nosso espaço político como foro de concertaçã provido de características próprias. Ultrapassa confrontações ideológicas e económicas e, por ser transcontinental, pode ter un efeito positivo para evitar que os blocos económicos regionais evoluam no sentido do proteccionismo. 6. As novas condições internacionais
já impulsionaram avanços em diversas áreas: desarmamento,
resolução dos conflitos internacionais e revitalização
da ONU. Neste sentido, caminha-se na direcção de uma reforma
do sistema das Nações Unidas. A Cimeira Ibero-americana
manifestou a necessidade de se avançar nesta direcção,
de forma que a Organização responda mais eficazmente à
vontade de todos os Estados membros. 7. A Conferência Ibero-americana tem a satisfação de registar os avanços havidos para a completa entrada em vigor do Tratado para a Proscrição de Armas Nucleares na América Latina e nas Caraíbas. Acolheu com satisfação o Acordo assinado pela Argentina e o Brasil em 18 de Julho de 1991, sobre o uso exclusivamente pacífico da energia nuclear. Destaca a importância do Compromisso de Medoza entre a Argentina e o Brasil e o Chile, de 5 de Setembro de 1991, relativo à proscrição de armas químicas e biológicas, ao qual aderiram a Bolívia, o Equador, o Paraguai e o Urugai, bem como da Declaração de Cartagena de 5 de Dezembro de 1991, sobre a renúncia às armas de destruição massiva, subscrita pelos Presidentes do Grupo Andino. A Conferência Iberio-americana entende ser muito conveniente que os países ibero-americanos sejam partes originárias da Convenção de armas químicas, cujas negociações estão a desenvolver-se em Genebra. 8. No que diz respeito à situação
política na América Central, congratulamo-nos com a assinatura
em Chapultepec do Acordo depaz em El Salvador em 16 de Janeiro de 1992.
Na qualidades de "amigos" do Secretário-Geral das Nações
Unidas, quatro países ibero-americanos (Colômbia, Espanha,
México e Venezuela) desempenharam um importante papel no processo
negociador. Por este motivo, transmitimos a nossa mais calorosa felicitação
ao povo e ao Governo de El Salvador, bem como o nosso profundo reconhecimento
ao Exmo. Sr. Javier Pérez de Cuéllar pelos seus esforços
em prol da paz na América Central, aos quais está a dar
continuidade o novo Secretário-Geral das Nações Unidas,
Exmo. Sr. Boutros Ghali. 9. Os países ibero-americanos, inspirados
na tradição jurídica que lhes é própria,
reafirman solenemente a primazia do Direito nas suas relações
mútuas e com o resto dos Estados Unidos da Comunidade Internacional. 10. Reafirmamos o nosso compromisso de intensificar
a cooperação e combter integralmente a produção,
o tráfico e o consumo ilícito de drogas e substâncias
psicotrópicas. Parece-nos essencial que se tomem medidas eficazes
para a fiscalização de activos de procedência ilícita
e a prevenção do desvio de precursores, em conformidade
com a Convenção de Viena de 1988. 11. Manifestamos a nossa convicção de que a violência terrorista não pode ser justificada em circunstância nenhuma. Condenamos inequivocamente todos os actos, métodos e práticas de terrorismo, pelo facto de porem em perigo vidas humanas inocentes ou causarem a sua perda, comprometerem as liberdades fundamentais e atentarem gravemente contra a dignidade do ser humano. Comprometemo-nos a intensificar a nossa cooperação para conseguir a erradicação do mesmo. 12. Entendemos ser prioritário e imprescindível
o fortalecimento dos sistemas judiciais dos Estados, com pleno respeito
da sua independência. 13. A liberdade de expressão e de imprensa constitui um valor inalienável e insubstituível, bem como um elemento fundamental na estrutura democrática das Nações, ao qual devemos outorgar as garantias fundamentais para o seu funcionamento e desenvolvimento. 14. A Cimeira de Madrid confirma a decisão
dos Ministros dos Negócios Estrangeiros de se reunirem anualmente
por ocasião da Assembleia Geral das Nações Unidas.
Economia, Integração e Cooperação 15. Os nossos países tên realizado esforços
substanciais dirigidos a levar a cabo políticas de ajuste e estabilização
eficazes num contexto internacional difícil. Estão reestruturando
as suas economias, liberalizando o seu comércio e concedendo atenção
prioritária à integração regional. A Ibero-América
já possui, não necessitando criá-las em todos os
casos, economias que contam com canais de comercialização
e sólidas organizações empresariais e sindicais,
que as tornam especialmente atractivas para os investimentos. 16. A situação económica nos
países ibero-americanos melhorou em termos gerais em 1991. Na América
Latina, o PIB cresceu a uma média de 3%, reduzindo-se a média
da inflação. Estes progressos foram resultado de políticas
económicas dedicadas ao saneamento das finanças públicas,
a reactivação da produção, o incremento da
poupança e a abertura para o exterior, promovendo a recuperação
da confiança no futuro económico da região. Por outro
lado, alguns países latino-americanos co nseguiram acordos mutuamente
satisfatórios com Governos estrangeiros, organismos financeiros
internacionais e Bancos Comerciais para renegociar a dívida externa
e promover a sua reinserção na Comunidade Financeira Internacional.
17. As economias de Portugal e Espanha têm
mantido durante 1991 taxas de crescimento superiores às do resto
dos Estados membros da CE, conseguindo, ao mesmo tempo, reduzir as suas
taxas de inflação, embora estas permaneçam ainda
acima da média comunitária. 18. Os primeiros resultados nas políticas
de ajuste evidenciaram a necessidade de as mesmas virem aliadas a esforços
sectoriais de modernização das instituções
sociais, económicas e administrativas, nas quais as nossas democracias
assentam. 19. Assistimos a uma intensificação
dos esforços de integração e associação
económica na América Latina, que responde à consciência
crescente entre os seus dirigentes da necessidade de uma maior inserção
das economias nacionais nos mercados mundiais. 20. O Tratado da União Europeia assinado en
Maastrich em 7 de Fevreiro último tem como principal objectivo
, após a criação de um Mercado Único, constituir
uma União Política, Económica e Monetária
entre os seus Estados membros. Especialmente importante para Espanha e
Portugal tem sido o conceito de coesão económica e social,
como objectivo irrenunciàvel para uma Comunidade Europeia mais
unida e solidária. A Conferência Ibero-americana espera que
o Tratado da União Europeia tenha efeitos positivos para os países
ibero-americanos e contribua para fomentar a solidariedade entre os mesmos. Educação e modernização: Programas de Cooperação 21. Em Guadalajara, plenamente conscientes de que
"o conhecimento é o grande capital do século XX",
concordamos em dar um impulso decidido à educação.
Em consequência, compartilhamos em Madrid o objectivo apresentado
pelo Uruguai de se avançar na criação de um Mercado
Comum do Conhecimento. A) Programa de Televisão Educativa Ibero-americana. Foi prevista a emissão de três horas diárias de programação, transmitida através do Satélite HISPASAT. Existem já materiais fornecidos por vários países ibero-americanos, bem como pela UNESCO e pela OPAS, para cobrir o primeiro ano de emissões. Estas centrar-se-ão na formação permanente dos professores, a educação para o emprego, a alfabetização, a prevenção sanitária e a conservação da natureza. A sua gestão ficará a cargo da Associação de Usuários, constituída em Junho, que contará com o apoio das autoridades nacionais competentes. B ) Cooperação Universitária e Mobilidade de Pós-graduados. O programa MUTIS, de intercâmbios inter-iberoamericanos
de pós-graduados será desenvolvido em Centros universitários
especialmente seleccionados e complementar-se-á com outras actuações,
como o intercâmbio de professores. Implicará, num primeiro
momento, a mobilidade de 800 pós-graduados por ano, centrando-se
nas matérias de maior prioridade para o desenvolvimento. C) Educação Básica. O seu objectivo é o apoio à escolarização
básica na infância e à alfabetização
de adultos. Serão escolhidas duas zonas especialmente críticas
para nelas ser levada a cabo uma acção intensa a fim de
reduzir o analfabetismo em 20 a 25% ao longo de cinco anos. 22. No âmbito da pesquisa científica
e da inovação tecnológica, a Conferência, em
função dos êxitos conseguidos desde a sua criação
pelo Programa Ibero-americano de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento-Quinto
Centenário (CYTED-D), bem como da opinião de todos os países
participantes, aprovou o seu fortalecimento e continuidade, como instrumento
válido da integração. 23. No sector da transferência de tecnologia: 1) Apoiamos as actividades do Centro Ibero-americano
de Documentação de Patentes, de grande operatividade nos
últimos anos, bem como a sua cooperação com o Foro
Regional de Propriedade Intelectual Latino-americana: Na área das telecomunicações, a Conferência convida a que se avance na configuração de um espaço audiovisual ibero-americano. Com este fim, cada país empreenderá medidas concretas para a eliminação dos obstáculos jurídicos e institucionais existentes. 24. Em Guadalajara declarámos que a cultura que nos une é a essência da nossa Comunidade e alentámos o fomento e o progresso da mesma no âmbito da nossa geografia ibero-americana. A Conferência anota a mensagem enviada pelo foro de Ministros da Cultura e pelos responsáveis das políticas culturais da América Latina e das Caraíbas. Por este motivo, incentiva actuações nos seguintes sectores: coprodução cinematográfica, constituição de um mercado comum do livro, livre circulação de bens culturais, com excepção dos que formarem parte do Património Histórico Artístico, cooperação entre fundações culturais e, em geral, tudo aquilo que suponha um estímulo para o fortalecimento da indústria cultural. Convida a que se avance em alguns projectos, especialmente ligados à restauração e conservação de monumentos e apoio ao artesanato, para os quais se conta com a experiência da cooperação espanhola com países ibero-americanos. Igualmente, no que se refere à restauração dos Arquivos Históricos e à conexão informática entre as Bibliotecas Nacionais. Destaca especialmente o trabalho desenvolvido pela Associação de Bibliotecas Nacionais Ibero-americanas (ABINIA), criada em 1989. A Conferência congratula-se pela criação dos Institutos Cervantes e Camões para a difussão do espanhol e do português. Faz sua a interssante iniciativa chilena de reunir um Foro de personalidades ibero-americanas para reflectirem sobre as relações entre Cultura e Desenvolvimento na nossa Comunidade e acolhe a iniciativa do Presidente da Guatemala de celebrar em 1993, no seu país, um encontro sobre o futuro da Ibero-América, em todos os âmbitos, diante das novas perspectivas mundiais. Desenvolvimento social e humano. Desenvolvimento sustentável 25. O desenvolvimento social e humano é o segundo eixo de atenção prioritária desta Cimeira. Abordam-se as seguintes áreas: A) Fundo Indígena. No desenrolar da Cimeira, os Chefes de Estado e de Governo participantes assistimos à assinatura do Convénio constitutivo do Fundo para o Desenvolvimento dos Povos Indígenas da América Latina e das Caraíbas. Principia, assim, o cumprimento de um dos objectivos mais significativos da Declaração de Guadalajara. Congratulamo-nos com a iniciativa do Presidente da Bolívia de criar este foro de cooperação, encontro e diálogo e comprometemonos a dar os passos necessários para a pronta aplicação do Convênio, bem como para o acompanhamento dos projectos de desenvolvimento que forem seleccionados e aprovados. Tudo isso virá a constituir a melhor forma de participação dos países da nossa comunidade na importante comemoração, em 1993, do Ano International dos Povos Indígenas. B) Previdência Social. Acolhemos com satisfação o Acordo Ibero-americano de Previdência Social, assinado por ocasião da recente reunião de Ministros celebrada em Madrid. Salientamos a importância do mandato recebido para proceder à elaboração de um Código Ibero-americano de Previdência Social. C) Saúde. Apoiamos o lançamento do Plano Regional de Investimentos no Ambiente e na Saúde para América Latina e para as Caraíbas, perparado pela Organização Pan-americana da Saúde. Entendemos ser prioritária a aplicação, a nível continental, de uma estratégia que permita prevenir no futuro a difusão de epidemias como a da cólera, ou impedir que esta ou outras doenças se tornem endémicas. Foi considerada a constituição de um Fundo de Pré-investimento para o lançamento deste Plano. 26. A Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento adoptou um amplo e profundo conjunto de decisiões que instauram um novo paradigma de cooperação internacional. A Declaração do Rio de Janeiro e a Agenda 21 constituem a base de um processo que irá a substituir progresivamente as concepções tradicionais do desenvolvimento e da protecção do Meio Ambiente, bem como a cooperação existente nesses campos. O seu resultado será a plena realização do conceito de desenvolvimento sustentável. A Conferência, primeiro grando encontro da Comunidade Internacional num mundo politicamente transformado, marca o início de um sistema que substitui o confronto pela cooperação. Esta associação igualitária do Norte e do Sul adquire um significado especial no contexto ibero-americano. Os países ibero-americanos deverão agir, interna e externamente, para que os compromissos assumidos na Conferência do Rio possam converter-se em prontas realidades. Neste sentido, realizar-se-ão todos os esforços possíveis para que as negociações destinadas ao seu cumprimento possam ter êxito já na 47ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas. Neste campo, são acolhidas com grande interesse as iniciativas brasileira, costa-riquenha e mexicana de criarem, respectivamente, um Centro Internacional de Desenvolvimento Sustentável, o Conselho Planeta Terra e uma Sociedade Ibero-americana de Biologia Comparada. Igualmente a proposta espanhola de utilizar a sua experiência de cooperação neste campo com projectos concretos. Convocatórias, Apoios e outras iniciativas 27. Anotamos com satisfação a criação, neste último ano, de mecanismos nacionais de protecção dos direitos humanos em vários países membros. Convocar-se-á um encontro dos seus representantes para antes do final de 1992, com o intuido de trocar experiências e estabelecer vias de comunicação entre os mesmos. Salientamos igualmente, com satisfação, o desenvolvimento do sistema regional de protecção dos direitos humanos e a efectividade da sua aplicação. A cooperação entre o sistema europeu de protecção dos direitos humanos e o inter-americano foi exemplar e deve continuar a ser desenvolvido. 28. Proclamamos que o futuro da Comunidade Ibero-americana tem nas suas crianças e nos seus jovens um património de incalculável valor que exige a devida atenção. Foi isso que quisemos sublinhar nesta Cimeira mediante a aprovação dos diversos programas educativos. Agradecemos igualmente o relatório preparado pela UNICEF como contribuição para esta Cimeira, nomeadamente pelo que diz respeito ao acompanhamento e execução dos Planos Nacionais de Acção. A Conferência acolheu com satisfação a proposta apresentada pelo Brasil para colaborar com os demais países ibero-americanos na transferência da sua experiência na área da educação básica com os "Centros Integrados de Apoio à Criança" (CIACs). 29. Apoiamos a convocação da Cimeira Mundial para o Desenvolvimento Social que a Assembleia Geral das Nações Unidas deve aprovar neste ano, como uma forma de considerar ao mais alto nível a urgente melhoria da qualidade de vida e o progresso social da Humanidade. 30. Preocupados pela urgência de elaborar e aplicar no âmbito ibero-americano uma política global para o controlo da síndrome de imunodeficiência adquirida, recomendam a convocação, se possível antes de Julho de 1993, de uma confeência de Ministros da Saúde ibero-americanos. A Cimeira acolhe com satisfação o oferecimento do Brasil para sediar a conferência. 31. É acolhida com interese a iniciativa de criação do "Fundo Argentino de Cooperação Horizontal" no âmbito da OEA, que permitirá que a Argentina desenvolva acções de assistência e cooperação no Sistema Inter-americano, confirmando assim a sua vontade de colaborar nos processos desenvolvimento dos países da região. 32. Valorizamos especialmente a realização das Conferências Internacinais de Direitos Humanos, de População e Desenvolvimento e sobre a Mulher e o Desenvolvimento. Apoiamos, igualmente, a proposta do Secretário-Geral das Nações Unidas para convocar uma Conferência Internacional para o Financiamento do Desenvolvimento. Nessas grandes conferências propomo-nos fazer um esforço de concertação para apresentasrmos posições comuns. Destaca-se a importância da adopção, por parte da XI Cimeira de Presidentes da América Central, em 13 de Dezembro de 1991, do "Compromisso de Tegucigalpa" para o Desenvolvimento Humano que estabelece prioridades, estratégias e acções na região em favor da infância, a juventude, a mulher, a luta contra a pobreza e a solução das necessidades básicas dos centro-americanos. 33. Tomamos nota da possibilidade de que na próxima Cimeira sejam examinados projectos ligados à modernização do Estado e à criação de um Centro para a formação e pesquisa em questões de Administração Pública, bem como do desenvolvimento dos transportes e das telecomunicações iberoamericanas. No primeiro destes campos ter-se-ão presentes as conclusões da próxima reunião de Ministros Ibero-americanos de Justiça, especialmente na formação de recursos humanos. Apoiamos os projectos de formação e aperfeiçoamento dos recursos humanos para a diplomacia nos países ibero-americanos. Nomeadamente, aqueles que promovam programas que visam a profissionalização do Serviço Exterior, condição indispensável para se melhorar a capacidade de actuação diplomática dos países da Comunidade Ibero-americana. A Conferência tomou em consideração a sugestão do Paraguai de submeter a estudo da próxima Cemeira um programa de estímulo do hábito da leitura. 34. A Conferência agradeceu à Secretaria pro tempore a apresentação de um relatório, no qual se informa das iniciativas surgidas de diversos sectores sociais, públicos e privados, pelo facto de proporcionarem verdadeira densidade de contactos e intercâmbios à comunidade iberoamericana. Tomou nota das conclusões do encontro que celebraram em Madrid, de 20 a 24 de Julho, os Presidentes de Organizações Empresariais Iberoamericanas, encorajando-os a continuarem os seus encontros, orientando-os para o estímulo dos investimentos na América Latina. Tomou nota, igualmente, da reunião de sindicatos ibero-americanos em Madrid, em 19 de Julho, cujas conclusões foram apresentadas à Cimeira. Igualmente recebeu com interesse o documento final do encontro que celebraram em Cáceres, de 7 a 9 de Julho, as Organizações não Gubernamentais, conclusões estas que se encontram de acordo com os objectivos de Guadalajara e com os trabalhos de Madrid. 35. Manifestamos a nossa satisfação pelo Relatório das Comissões Nacionais para o Quinto Centenário, no fim de uma intensa e frutífera década de trabalhos, no qual figuram numerosos programas de cooperação impulsionados pelas nações iberoamericanas para a comemoração do meio milénio decorrido desde o dia 12 de Outubro de 1492. 36. Os Chefes de Estado e de Governo manifestam o seu reconhecimento a S.M. o Rei de Espanha D. Juan Carlos e ao Presidente do Governo, Exmo. Sr. Felipe González, pela amável hospitalidade que o povo espanhol lhes ofereceu durante a celebração da II Cimeira Ibero-americana e agradecem a excelente organização que as autoridades espanholas deram a esta Conferência. Os países da Comunidade Ibero-americana felicitam o Governo de Espanha, Secretaria pro tempore da II Cimeira, pela sua contribuição decisiva para o êxito deste reunião e pelo conteúdo efectivo dos programas aprovados no seu âmbito. 37. Agradecemos e aceitamos com grande satisfação o oferecimento realizado pelo Primeiro Ministro de Portugal de que o seu país seja sede da Cimeira Ibero-americana em 1998. 38. Convocamos a próxima Cimeira de 1993 em Salvador da Bahia, no Brasil. Madrid, vinte e quatro de Julho de 1992. |
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